Já falámos anteriormente das nossas redes de segurança Pignus; hoje vamos centrar-nos na importância de seguir as recomendações do fabricante quanto à forma de a instalar, para garantir a segurança destes sistemas e das coberturas.
Tipos de redes
São diversos os sistemas que encontramos para a proteção de translúcidos e claraboias; em concreto, na Ypsos, dispomos dos seguintes sistemas:
- Pignus Plate – Para coberturas de chapa simples.
- Pignus Panel – Para coberturas de painel sandwich.
- Pignus Skylight Fix – Para claraboias (com instalação interior).
- Pignus Skylight Flex – Para claraboias (com instalação exterior).
Instalar a rede de segurança PIGNUS
O primeiro passo para uma montagem correta é selecionar os sistemas adequados em função do tipo de cobertura que encontramos. Uma vez resolvido este aspeto, vamos explicar como levaríamos a cabo a instalação dos sistemas mais comuns, Pignus Plate e Pignus Panel.
Estes sistemas empregam-se na proteção de translúcidos planos; são sistemas idênticos nos elementos de composição, mas com diferenças nos passos de instalação em função do modelo selecionado.
Como devo proceder para instalar a rede de segurança?
Retirar obstáculos

Em ambos os casos, a primeira coisa que devemos fazer é eliminar dos translúcidos e das suas proximidades os elementos que possam dificultar ou interferir na instalação; uma vez resolvido isto, procederemos à sua montagem.
Estender a rede
As redes de segurança Pignus vêm dispostas em rolos de 25 m, com diferentes larguras para poder cobrir as diferentes medidas de lanternim que podemos encontrar; para isso, estenderemos sobre o translúcido a rede selecionada; se se tratar de lanternins de grande comprimento, não será necessário estender a totalidade da rede, podendo ir realizando-se a instalação em diferentes troços.
Colocação dos calços de separação
Realizado este passo, procederemos a colocar os calços de separação (calços de espuma), com os quais evitaremos o atrito direto da rede, para evitar danos nos translúcidos, ao mesmo tempo que absorvem as vibrações produzidas pelas mesmas.
Serão dispostos, longitudinalmente, ao longo de todo o translúcido, sobre a nervura mais próxima do bordo da rede, com uma distância entre eles de 1000 mm.
Fixação da rede à cobertura
Realizados estes passos, procederemos a um dos aspetos mais importantes e a que é preciso prestar maior atenção: a fixação do sistema à cobertura.
Com os nossos grampos de fixação, parafusaria (especificada nos manuais) e a junta de estanquidade, procederemos a fixar os nossos sistemas à cobertura; deverão ser dispostos ao longo do translúcido, com uma distância entre eles de 500 mm, havendo vários fatores a destacar neste aspeto.
- Em função da cobertura, o grampo de fixação será posicionado num cruzamento de fios ou noutro, especificado nos nossos manuais. Desta forma, garantimos que, no caso do Pignus Plate, a fixação se produza sobre a nervura e, pelo contrário, no Pignus Panel, sobre o vale. Com isto, asseguramos a resistência suficiente destes sistemas para que, em caso de acionamento por queda acidental, o sistema seja capaz de reter o utilizador. As ancoragens desempenham, como vemos, uma função muito importante nestes casos, pelo que devemos prestar especial atenção na hora de realizar as fixações.
- As juntas de estanquidade colocar-se-ão pela parte inferior dos grampos de fixação. Este é outro aspeto muito importante, uma vez que temos de eliminar a possibilidade de infiltrações na cobertura produzidas pela fixação destes sistemas; com as juntas garantimos que a cobertura fica impermeabilizada.
- Outro dado muito importante na hora da fixação é não exceder o binário de aperto da parafusaria, uma vez que poderíamos espanar a parafusaria, fazendo-lhe perder a sua função.
Uma vez realizados estes passos, teremos o nosso sistema instalado.

Recomendações para instalar a rede de segurança
É muito importante seguir na totalidade os passos indicados pelo fabricante e não alterar nenhum elemento nem a finalidade dos mesmos, uma vez que, nesse caso, ficaria comprometida a eficácia do sistema, o que implicaria a perda da garantia, bem como a nulidade da certificação do sistema, com as consequências pessoais e legais que possam derivar do incumprimento.
Convém recordar que, apesar de não existir norma em vigor aplicável a estes sistemas, deverá realizar-se uma revisão anual do sistema, ou antes se forem observadas anomalias nos mesmos. Tanto para a segurança dos utilizadores como para a conservação da garantia.


